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Exposição como trabalho de arte

Postado em Arte e Tecnologia por Paulo Schiavon, 12h15, 16 de June de 2006

Texto produzido durante minha graduação, na matéria de Marketing Cultural II, em 15/10/2004.

O artista e o curador podem, em momentos diferentes, ter o mesmo papel frente ao público de uma determinada exposição ou mostra. O papel do curador pode exceder o âmbito de historiador, crítico ou pesquisador das produções artísticas. Além de todas estas características, o curador pode (e acho que até deva) empregar em sua prática aspectos reflexivos sobre determinado tema ou experiência. A prática curatorial não precisa ou deve seguir moldes antes experimentados. Ele deve, antes de tudo, reconhecer o ambiente onde ela será empregada e pode assumir caráter fundamental na interpretação das obras ou práticas selecionadas. A prática curatorial pode, até mesmo, subverter a proposta individual de cada artista, criando novas linguagens, ou arte em outras palavras. Muitas vezes nas práticas de curadorias, nem sempre o resultado é tangível, ou o objeto curatorial não é um objeto de arte por excelência.

Significado e âmbito das práticas curatoriais

Postado em Arte e Tecnologia por Paulo Schiavon, 12h07, 16 de June de 2006

Texto produzido durante minha graduação, na matéria de Marketing Cultural II, em 15/10/2004.

A prática curatorial pode propor diferentes abordagens conceituais baseadas nos valores e referências abordadas pelo curador. Primeiramente, a prática curatorial vem se transformando continuamente se levarmos em consideração o conceito “tradicional” de curadoria, que prega a conservação de um determinado acervo em um ambiente como um museu e a mostra de parte destas obras, em diferentes moimentos no tempo, relacionando-as com determinadas épocas históricas, técnicas ou conceitos em pauta naquela ocasião. Diferente disto, o papel do curador atualmente pode ir muito além da simples seleção de obras, abordando um determinado tema em um acerto fixo. O curador pode construir diversas poéticas, solicitando a criação de trabalhos para determinada proposta, alterando a forma de exposição no decorrer da mesma, criando mostras dinâmicas, performances, que não se repetem e atividades alternativas, ao vivo. A prática curatorial não precisa ser estática, atemporal, previsível. Ela pode antes de ser simplesmente expositiva, também experimentativa, experienciando formatos e sensações. O curador pode ser a ponte entre a obra e o público, mas ele também pode ser o artista que cria novas poéticas.