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Como saborear a Cultura

Postado em Sobre a vida..., Reflexões..., Arte e Tecnologia, Educação por Paulo Schiavon, 23h06, 3 de December de 2006

Um breve ensaio sobre como tratar a cultura.

De que cor eram as meias de Hitler?

O homem da cultura é um hedonista, aprendeu a saborear aquilo que cada obra lhe oferece; o intelectual instaura processos de compreensão, necessita menos sentir que articular e explicitar

JORGE COLI
COLUNISTA DA FOLHA

Umberto Eco fala sobre diferenças entre cultura e erudição numa entrevista recente à revista francesa “Le Nouvel Observateur”. Diz assim: “Erudição não é cultura, mas uma sua forma particular e secundária.

Cultura não é saber a data de nascimento de Francisco 1º. Ser culto significa antes de tudo saber que ele foi um rei da França no Renascimento e qual era o papel da França no contexto europeu da época. Quanto à sua data de nascimento, a cultura permite encontrar essa informação, se temos necessidade dela”.

Ainda: “Borges nos contou, em “Ficções”, a história de “Funes, el Memorioso”, esse homem que se lembrava de tudo, de cada folha que ele vira sobre cada árvore, de cada palavra que ele ouvira ao longo de sua vida e que, por causa de sua memória total, era um perfeito idiota. A cultura é igualmente um processo de conservação e de filtragem, pelos quais nós sabemos quem era Hitler, mas não qual era a cor de suas meias no dia em que ele se suicidou em seu bunker”.

Memória e filtragem, dois instrumentos essenciais nessa distinção. A memória é instrumento da cultura e o objetivo da erudição; o filtro é uma rede de relações, que pesca aquilo de que precisa. A oposição entre cultura e erudição é clássica.

Meias e meias

Há uma outra possível separação. Ela ocorre não entre o erudito e o homem culto, mas entre o homem culto e o intelectual. É bem possível que o traço diferenciador mais forte seja, de um lado, o prazer, de outro, o dever.

O homem da cultura é um hedonista. Ele, primeiro, aprendeu a saborear, a degustar numa espessura concreta, aquilo que cada obra, com a intensidade que pode, lhe oferece. Seus critérios, por isso mesmo, são mais intuitivos que objetivos, e suas categorias têm fronteiras permeáveis.

O intelectual instaura processos de compreensão, desenvolve raciocínios, necessita menos sentir que articular e explicitar. Sua embriaguez chega ao apogeu quando vence as etapas de uma argumentação e constrói um arcabouço de relações nítidas.

No primeiro caso, há algo de empírico e de sensual; no segundo, muito de abstrato e de rarefeito. As meias de Hitler, para um, têm concretude, textura, cor. Elas completam uma cena dramática. O outro pode tomá-las como exemplo, ao construir uma análise socioeconômica sobre a moda masculina na Alemanha daqueles tempos.

Redes e redes

O híbrido culto-intelectual, se existe, é raríssimo. Há casos em que o homem culto quer se tornar intelectual: os resultados nem sempre são convincentes. O intelectual, por sua vez, é mais seguro em seu modo de ser; para ele a cultura é apenas um meio, não um universo, que não lhe passa pela cabeça habitar, porque ele não saberia como. Seu conhecimento é cerebral: quantas teses universitárias sobre objetos da cultura, mesmo inteligentes, iluminadoras, se completam sem a experiência pessoal da cultura.

São estudos que mergulham num tema, ignorando o que está à volta dele ou explorando os outros setores de maneira “instrumental”, para algum infeliz capítulo introdutório de “contextualização”, como se diz.

A cultura é uma prática, no sentido de um hábito, de um costume, de uma freqüentação; o trabalho intelectual é um exercício. Há um clima bem aventurado de divãs e almofadas do Oriente, num caso; há o rigor exato do trapézio, no outro. Um pressupõe o ócio; o outro pressupõe o trabalho.

Link original na Folha.

Red Bull HQ London

Postado em Sobre o trabalho..., Links por Paulo Schiavon, 23h01, 3 de December de 2006

Quem dera minha sala de trabalho fosse uma dessas… hahaha

Solução para trânsito dinamarquês

Postado em Links, Bobagens... por Paulo Schiavon, 22h49, 3 de December de 2006

Algo me diz que isto não daria certo no Brasil.

Clique aqui para conhecer a proposta dinamarquesa para redução da velocidade no trânsito de automóveis.

Quero de presente!

Postado em Sobre a vida..., Links por Paulo Schiavon, 1h47, 19 de October de 2006

Se alguém me der um jogo desses de presente, eu juro que emagreço!!!!

Feedback realtime!!!

Definição para Marketing

Postado em Reflexões... por Paulo Schiavon, 1h30, 19 de October de 2006

Hoje, de bricandeira numa conversa pelo MSN com uma amiga, achei uma boa definição para Marketing: Covil do Capitalismo.

Pois é, quem nunca se seduziu pelo lado negro da força?

Chuck Norris - O melhor DBA de todos os tempos!

Postado em Sobre o trabalho..., Bobagens... por Paulo Schiavon, 1h18, 14 de August de 2006

Piadinha pra desenvolvedor…

- CHUCK NORRIS não faz DELETEs. Ele olha para os registros e eles correm de medo.
- CHUCK NORRIS não cria PKs. Os registros simplesmente não atrevem-se a duplicar.
- CHUCK NORRIS não usa LOG. Ele lembra de todos registros que alterou.
- CHUCK NORRIS não usa LOG. Ele não vai falhar.
- CHUCK NORRIS não cria ÍNDICES. Ele sabe que os registros retornarão o mais rápido que puderem.
- MSSQL SERVER __É__ muito mais rápido que ORACLE. Basta que o DBA seja CHUCK NORRIS.
- Uma vez adaptaram o ROUNDHOUSE KICK para o ORACLE. Assim nasceu o TRUNCATE TABLE.
- CHUCK NORRIS não dá DROP TABLE. Ele dá ROUNDHOUSE KICK TABLE.
- Uma vez CHUCK NORRIS deu um ROUNDHOUSE KICK em um banco poderoso. Hoje ele é conhecido por ACCESS.
- CHUCK NORRIS sabe todos os erros do ORACLE de cor. Porque ele criou eles.
- SELECT SUM(FORÇA) FROM CHUCK_NORRIS; Internal error. Don’t call the support.
- SELECT CHUCK_NORRIS; Drop database sucessful.
- SELECT ROUNDHOUSE_KICK FROM CHUC… Lost connection.
- DELETE FROM CHUCK_NORRIS. Not Found. (Ele está atrás de você, a ponto de dar um ROUNDHOUSE KICK!!!)
- CHUCK NORRIS tem IGNORE CONTRAINTS automático. Ninguém restringe nada a CHUCK NORRIS. Ninguém.
- CHUCK NORRIS não faz cursos de ORACLE. A ORACLE é que faz cursos com ele.
- CHUCK NORRIS instala o ORACLE sem ler o manual. (Quem você pensa que é para ter tentado isso?)
- CHUCK NORRIS instala o ORACLE em um 486. Rodando KURUMIM. Em 2 minutos.
- CHUCK NORRIS instala o MSSQL Server em um Pentium 100MHZ. Rodando Solaris. A partis dos fontes.
- CHUCK NORRIS instala o DB2 em um 486. Rodando WINDOWS VISTA. Sem HD.
- CHUCK NORRIS não tem Certificação. São as empresas que tentam tirar Certificação em CHUCK NORRIS. Em vão.
- Se disser ao DBA CHUCK NORRIS que “o problema está no banco”, é melhor que esteja se referindo a algum banco Instituição Financeira.
- CHUCK NORRIS SABE qual o problema de performance do banco. Ele só está dando uma chance do banco se arrepender. 5… 4… 3…
- CHUCK NORRIS não cria STORED PROCEDURES. Todas suas Queries já se armazenam no banco, tentanto se esconder. Mas é inútil.
- TRIGGERS tem este nome porque CHUCK NORRIS sempre ameaçava atirar no banco quando ele não fazia algo automático.
- CHUCK NORRIS não faz Modelo de Dados. Ele encara o banco até que ele faça o modelo sozinho.
- CHUCK NORRIS instala o ORACLE sem a interface gráfica. E sem a interface texto. (Pergunte a ele você!)
- Megabyte, Gigabyte, Terabyte, Petabyte, Exabyte, Chuckbite.
- ORACLE tem as versões Personal, Standard, Enterprise e ChuckNorris Edition. Mas nenhum computador é rápido o suficiente para rodá-lo.

Pílula “anti-estupidez”, essa eu quero ser distribuidor!

Postado em Links por Paulo Schiavon, 1h16, 14 de August de 2006

Já imaginaram que maravilha? Com dizem na TV: “seus problemas acabaram!”

Cientista anuncia pílula “anti-estupidez”

Um cientista alemão tem tido resultados positivos ao testar uma pílula “anti-estupidez” em ratos e moscas. Hans-Hilger Ropers, diretor do Instituto Max Planck de Genética Molecular, em Berlim, testa a anulação da hiperatividade em certas células cerebrais.

A anulação da hiperatividade, conseguida através da pílula, auxiliaria na memória recente e melhoraria a atenção. “Com ratos e moscas, conseguimos eliminar a perda da memória recente”, disse Ropers, 62 anos. O próprio pesquisador apelidou a invenção de “primeira pílula anti-estupidez do mundo”.

Fonte: Terra em 8/8/2006

“Canadense troca um clipe vermelho por uma casa com a ajuda de um blog”

Postado em Sobre o trabalho..., Links por Paulo Schiavon, 1h53, 31 de July de 2006

Aqui está mais um exemplo de como a Internet pode fazer coisas ditas “impossíveis” acontecer… é o poder da mídia trabalhando a favor de alguns…

Matéria: Canadense troca um clipe vermelho por uma casa com a ajuda de um blog
Blog: One red paper clip

E tem gente que ainda subestima a Internet.

Garanta seus direitos

Postado em Sobre a vida..., Links por Paulo Schiavon, 2h20, 13 de July de 2006

Aqui vai a dica da minha amiga Valeria, advogada. Como ela diz, “este é um caso parecido com estacionamento, embora nossos bens fiquem sob a guarda deles eles nunca querem assumir…”

Furto de objetos de hóspedes em hotel gera indenização
3/2/2006

O Atlantica Hotels International Brasil, em São Paulo, foi condenado a pagar indenização de R$ 1,5 mil por danos morais e R$ 10 mil por danos materiais a cada pessoa de um grupo de mineiros que se hospedou no Carnaval e teve vários objetos furtados. A decisão é da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

O grupo era formado por casais com filhos e amigos, entre os quais, um juiz federal, um advogado e empresários de Belo Horizonte. De volta do sambódromo, onde participaram dos desfiles de uma escola de samba paulista, foram surpreendidos com a desordem total dos apartamentos.

Logo, deram falta de vários objetos pessoais como relógios, inclusive um de ouro com brilhantes, telefones celulares, tênis de marca famosa, cartões de crédito, jóias, talões de cheques, pastas de documentos e passagens aéreas de São Paulo para Belo Horizonte. As portas não apresentaram sinais de arrombamento.

Depois de buscarem, sem êxito, uma explicação da gerência sobre os acontecimentos, os hóspedes ajuizaram ação de indenização por danos materiais e morais contra o hotel.

Ao contestar, o hotel alegou que o eventual prejuízo deveria ser imputado à própria omissão dos hóspedes, já que deixaram de utilizar os cofres eletrônicos de segurança postos à disposição nos apartamentos em que se hospedaram. Além disso, o hotel questionou se realmente os objetos relacionados encontravam-se nos apartamentos e se, de fato, teriam eles os valores apresentados.

Os desembargadores Selma Marques (relatora), Fernando Caldeira Brant e Maurício Barros salientaram que os hóspedes não eram obrigados a guardar seus bens no cofre disponibilizado, pois é dever do hotel responsabilizar-se por tudo o que se encontra dentro dos apartamentos.

Baseados em depoimentos e Boletim de Ocorrência, os desembargadores não tiveram dúvidas de que os hóspedes, de fato, possuíam os bens reclamados. A Polícia Civil de São Paulo restituiu a um dos hóspedes documentos pessoais, títulos de crédito, chaves de um automóvel e passagens aéreas.

Fonte: Revista Consultor Jurídico

MSN com inteligência artificial

Postado em Sobre o trabalho..., Links por Paulo Schiavon, 2h14, 13 de July de 2006

A copa já acabou, o Brasil deu vechame, mas algumas iniciativas de tecnologia e comunicação ficaram em envidência. Para mim, uma delas foi o site da cerveja Bavaria Premium que contém o link para você adicionar o “Dado Spitze”, um ser virtual que manja tudo de futebol e dá as dicas para quem faz as perguntas certas: www.bavariapremium.com.br

Projeto por EURO RCG 4D

Totó lambendo a tela.

Postado em Reflexões..., Links, Bobagens... por Paulo Schiavon, 2h09, 13 de July de 2006

Se você é apaixonado por cães como as minhas amigas Ana Paula e Elisangela, então não podem deixar baixar um dos protetores de tela disponível no site do filme “Must Love Dogs“.

Silogismos!

Postado em Bobagens... por Paulo Schiavon, 1h53, 13 de July de 2006

Porque nem tudo que é lógico é coerente!

■ substantivo masculino
Rubrica: lógica.
segundo o aristotelismo, raciocínio dedutivo estruturado formalmente a partir de duas proposições, ditas premissas, das quais, por inferência, se obtém necessariamente uma terceira, chamada conclusão (p.ex.: “todos os homens são mortais; os gregos são homens; logo, os gregos são mortais”)

Silogismo 1
Deus ajuda quem cedo madruga
Quem cedo madruga, dorme à tarde…
Quem dorme à tarde, não dorme à noite…
Quem não dorme à noite, sai na balada…
Conclusão: Deus ajuda quem sai na balada!!!

Silogismo 2
Deus é amor.
O amor é cego..Steve Wonder é cego.
Conclusão: Steve Wonder é Deus.

Silogismo 3
Disseram-me que eu sou um ninguém!
Ninguém é perfeito. Logo, eu sou perfeito.
Mas só Deus é perfeito. Portanto, eu sou Deus.
Se Steve Wonder é Deus, eu sou Steve Wonder!!!
Meu Deus, eu sou cego!!!

Silogismo 4
Imagine um pedaço de queijo suíço, daqueles bem cheios de buracos.
Quanto mais queijo, mais buracos.
Cada buraco ocupa o lugar em que haveria queijo.
Assim, quanto mais buracos, menos queijo.
Quanto mais queijos mais buracos, e quanto mais buracos, menos queijo.
Conclusão: quanto mais queijo, menos queijo.

Silogismo 5
Toda regra tem exceção.
Isto é uma regra.
Logo, deveria ter exceção.
Conclusão: nem toda regra tem exceção.

Silogismo 6
Existem biscoitos feitos de água e sal.
O mar é feito de água e sal.
Conclusão: o mar é um biscoitão.

Silogismo 7
Quando bebemos, ficamos bêbados.
Quando estamos bêbados, dormimos.
Quando dormimos, não cometemos pecados.
Quando não cometemos pecados, vamos para o Céu.
Conclusão: vamos beber para ir pro Céu!

Silogismo 8
Penso, logo existo.
Loiras burras não pensam, logo, loiras burras não existem.
Meu amigo diz que não é viado porque namora uma loira inteligente.
Se uma loira inteligente namorasse meu amigo ela seria burra.
Como loiras burras não existem, meu amigo não namora ninguém.
Conclusão: meu amigo é viado mesmo.

Silogismo 9
Hoje em dia, os trabalhadores não têm tempo pra nada.
Já os vagabundos…, têm todo o tempo do mundo.
Tempo é dinheiro.
Conclusão: os vagabundos tem mais dinheiro que os trabalhadores.

Corre Ronalducho!

Postado em Bobagens... por Paulo Schiavon, 1h45, 13 de July de 2006

Essa é para se consolar e ter um pouco de diversão com o fracasso na copa: Corre Ronalducho!

Exposição como trabalho de arte

Postado em Arte e Tecnologia por Paulo Schiavon, 12h15, 16 de June de 2006

Texto produzido durante minha graduação, na matéria de Marketing Cultural II, em 15/10/2004.

O artista e o curador podem, em momentos diferentes, ter o mesmo papel frente ao público de uma determinada exposição ou mostra. O papel do curador pode exceder o âmbito de historiador, crítico ou pesquisador das produções artísticas. Além de todas estas características, o curador pode (e acho que até deva) empregar em sua prática aspectos reflexivos sobre determinado tema ou experiência. A prática curatorial não precisa ou deve seguir moldes antes experimentados. Ele deve, antes de tudo, reconhecer o ambiente onde ela será empregada e pode assumir caráter fundamental na interpretação das obras ou práticas selecionadas. A prática curatorial pode, até mesmo, subverter a proposta individual de cada artista, criando novas linguagens, ou arte em outras palavras. Muitas vezes nas práticas de curadorias, nem sempre o resultado é tangível, ou o objeto curatorial não é um objeto de arte por excelência.

Significado e âmbito das práticas curatoriais

Postado em Arte e Tecnologia por Paulo Schiavon, 12h07, 16 de June de 2006

Texto produzido durante minha graduação, na matéria de Marketing Cultural II, em 15/10/2004.

A prática curatorial pode propor diferentes abordagens conceituais baseadas nos valores e referências abordadas pelo curador. Primeiramente, a prática curatorial vem se transformando continuamente se levarmos em consideração o conceito “tradicional” de curadoria, que prega a conservação de um determinado acervo em um ambiente como um museu e a mostra de parte destas obras, em diferentes moimentos no tempo, relacionando-as com determinadas épocas históricas, técnicas ou conceitos em pauta naquela ocasião. Diferente disto, o papel do curador atualmente pode ir muito além da simples seleção de obras, abordando um determinado tema em um acerto fixo. O curador pode construir diversas poéticas, solicitando a criação de trabalhos para determinada proposta, alterando a forma de exposição no decorrer da mesma, criando mostras dinâmicas, performances, que não se repetem e atividades alternativas, ao vivo. A prática curatorial não precisa ser estática, atemporal, previsível. Ela pode antes de ser simplesmente expositiva, também experimentativa, experienciando formatos e sensações. O curador pode ser a ponte entre a obra e o público, mas ele também pode ser o artista que cria novas poéticas.

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