Gravado no Proxxima, em São Paulo
Ta aà minha contribuição no Proxxima 2008 para a posteridade no Globo.com. Confiram o vÃdeo on-line.
Stay hungry, stay foolish.
Uma lição de Steve Jobs para todos que buscam sentido em suas ações…
Como saborear a Cultura
Um breve ensaio sobre como tratar a cultura.
De que cor eram as meias de Hitler?
O homem da cultura é um hedonista, aprendeu a saborear aquilo que cada obra lhe oferece; o intelectual instaura processos de compreensão, necessita menos sentir que articular e explicitar
JORGE COLI
COLUNISTA DA FOLHA
Umberto Eco fala sobre diferenças entre cultura e erudição numa entrevista recente à revista francesa “Le Nouvel Observateur”. Diz assim: “Erudição não é cultura, mas uma sua forma particular e secundária.
Cultura não é saber a data de nascimento de Francisco 1º. Ser culto significa antes de tudo saber que ele foi um rei da França no Renascimento e qual era o papel da França no contexto europeu da época. Quanto à sua data de nascimento, a cultura permite encontrar essa informação, se temos necessidade dela”.
Ainda: “Borges nos contou, em “Ficções”, a história de “Funes, el Memorioso”, esse homem que se lembrava de tudo, de cada folha que ele vira sobre cada árvore, de cada palavra que ele ouvira ao longo de sua vida e que, por causa de sua memória total, era um perfeito idiota. A cultura é igualmente um processo de conservação e de filtragem, pelos quais nós sabemos quem era Hitler, mas não qual era a cor de suas meias no dia em que ele se suicidou em seu bunker”.
Memória e filtragem, dois instrumentos essenciais nessa distinção. A memória é instrumento da cultura e o objetivo da erudição; o filtro é uma rede de relações, que pesca aquilo de que precisa. A oposição entre cultura e erudição é clássica.
Meias e meias
Há uma outra possÃvel separação. Ela ocorre não entre o erudito e o homem culto, mas entre o homem culto e o intelectual. É bem possÃvel que o traço diferenciador mais forte seja, de um lado, o prazer, de outro, o dever.
O homem da cultura é um hedonista. Ele, primeiro, aprendeu a saborear, a degustar numa espessura concreta, aquilo que cada obra, com a intensidade que pode, lhe oferece. Seus critérios, por isso mesmo, são mais intuitivos que objetivos, e suas categorias têm fronteiras permeáveis.
O intelectual instaura processos de compreensão, desenvolve raciocÃnios, necessita menos sentir que articular e explicitar. Sua embriaguez chega ao apogeu quando vence as etapas de uma argumentação e constrói um arcabouço de relações nÃtidas.
No primeiro caso, há algo de empÃrico e de sensual; no segundo, muito de abstrato e de rarefeito. As meias de Hitler, para um, têm concretude, textura, cor. Elas completam uma cena dramática. O outro pode tomá-las como exemplo, ao construir uma análise socioeconômica sobre a moda masculina na Alemanha daqueles tempos.
Redes e redes
O hÃbrido culto-intelectual, se existe, é rarÃssimo. Há casos em que o homem culto quer se tornar intelectual: os resultados nem sempre são convincentes. O intelectual, por sua vez, é mais seguro em seu modo de ser; para ele a cultura é apenas um meio, não um universo, que não lhe passa pela cabeça habitar, porque ele não saberia como. Seu conhecimento é cerebral: quantas teses universitárias sobre objetos da cultura, mesmo inteligentes, iluminadoras, se completam sem a experiência pessoal da cultura.
São estudos que mergulham num tema, ignorando o que está à volta dele ou explorando os outros setores de maneira “instrumental”, para algum infeliz capÃtulo introdutório de “contextualização”, como se diz.
A cultura é uma prática, no sentido de um hábito, de um costume, de uma freqüentação; o trabalho intelectual é um exercÃcio. Há um clima bem aventurado de divãs e almofadas do Oriente, num caso; há o rigor exato do trapézio, no outro. Um pressupõe o ócio; o outro pressupõe o trabalho.
Link original na Folha.
Clipping Ministério do Planejamento
Acho que vou criar uma série “maravilhas da Internet” no blog. Só a Internet traz sempre boas informações pra você (obviamente que no sentido de facilidade, não qualidade)…
Clipping diário com as principais manchetes dos principais jornais brasileiros:
Clipping Ministério do Planejamento
Não “ilize” sua vida!
Eu fico impressionado em ver como escrever bem, de forma coerente e organizada, é algo que pouca gente faz ou sabe fazer. Pelo menos fora das áreas de comunicação. Pouca gente preza pela boa escrita, pela concordância, pela boa pontuação. Tudo bem, nem todos tem acesso à bons professores, bons exemplos. Mas ler também ensina, e reler o que você mesmo escreve ensina ainda mais.
Desculpem o pedantismo, mas mesmo eu não escrevendo tão bem quanto gostaria, não dá pra deixar de reparar no que anda sendo feito por aà com nossa bela lÃngua.
Um pequeno texto para ilustrar isso:
Vamos polir nosso vernáculo!
Ricardo Freire - Vocabulário
Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero. Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem. É uma questão de princÃpios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar. Até mesmo se você tornar disponÃvel, quem sabe, eu aceite. Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.
Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde já: pode tirar seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém. Tampouco compactuo com quem operacionalize. Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação. Se você pedir com jeitinho, eu até implemento. Mas, operacionalizar, jamais.
O que? Você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currÃculo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás. Mas agilizar - desculpe, não posso, acho que matei essa aula.
Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual! Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo. Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave. Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.
Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto quanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada. Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora eu só uso. E recomendo. Se você soubesse como é muito mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.
Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em “ilizar”. Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em “ar”. Todos os dias os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mÃdia,reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas.
A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currÃculo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensÃveis. Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como você vai admitir, digamos, “viabilizar”? É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que “desincompatibilizar” sempre foi um palavrão.
Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar. Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações: “Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quisibiliser”.
Problema seu. Me inclua fora dessa.
Jornais de todo o mundo
Pronto! Agora nem precisa mais viajar ou pagar os tubos pra saber a primeira página dos principais jornais do mundo. O milagre da Internet apresenta para vocês o que vocês precisam saber: www.newseum.org/todaysfrontpages/flash
Você está preparado para ganhar na Mega Sena?
Essa reportagem é muito boa pra quem acha que dinheiro é a solução dos problemas. Dinheiro é o meio, não o fim.
Só pra lembrar que educação e conhecimento vem em primeiro lugar:
Você está preparado para ganhar na Mega Sena?
04/11/2005 09h00
SÃO PAULO - Muitas pessoas parecem não ter dúvidas que seus problemas seriam resolvidos caso ganhassem na loteria, ou recebessem uma enorme quantia de dinheiro. Contudo, o que se constata é que, em muitos casos, a felicidade de ganhar um prêmio acaba se transformando em um pesadelo.
Na maioria dos casos em que isso acontece, o grande problema é a falta de educação financeira do vencedor. Pensando nisso, elaboramos uma lista de recomendações do que uma pessoa que recebe um prêmio milionário deve considerar, de forma a manter seu patrimônio.
Para quem não sabe, o prêmio da Mega Sena voltou a acumular de forma que o próximo sorteio, previsto para o dia 5/11, deve alcançar a marca de R$ 15 milhões. A quantia é suficiente para, segundo a própria Caixa, render mensalmente mais de R$ 100 mil ao felizardo vencedor. Diante de tanto dinheiro, como explicar que alguns dos vencedores não consigam aproveitar a oportunidade para resolver de uma vez por todas suas dificuldades financeiras?
Você é realmente um milionário?
Um erro comum é se deixar empolgar pelo prêmio e não analisar corretamente o que pode, ou não, ser feito com ele. Em parte, este tipo de comportamento é estimulado pelos organizadores dos sorteios que, para atrair participantes, vendem a imagem que todos os seus problemas serão resolvidos caso ganhem o prêmio sorteado.
Mas não é bem assim! Não há como negar que, para quem ganha R$ 1 mil por mês, receber um prêmio de R$ 1 milhão parece ser a resolução de todos os problemas. Ainda que tecnicamente você seja um milionário, a verdade é que esta quantia não é suficiente para garantir um estilo de vida como tal.
Basta lembrar que uma boa casa em um bairro nobre nas grandes capitais, além de acarretar em gastos significativos como água, luz, e IPTU, também implica em gastos com funcionários. Tudo somado, o imóvel custa R$ 400 mil, mas sua simples manutenção consome todos os meses pelo menos R$ 2,5 mil!
E se o felizardo optar por comprar um outro carro, para aumentar a sua frota? Nesse caso deve-se somar a esta quantia algo entre R$ 50 mil a R$ 70 mil, valor médio dos veÃculos de passeio nacionais com acessórios básicos e motor acima de 1.8. Em pouco tempo, o ganhador já gastou quase metade do prêmio recebido, sem cometer nenhum absurdo financeiro. Imagine se tivesse realmente se deslumbrado e comprado uma mansão ou um carro importado?
Controle sua impulsividade!
Animados com a quantia extra, muitos decidem abandonar o antigo emprego e abrir um negócio próprio. Sem experiência administrativa, muitos acabam rapidamente se atolando em dÃvida, e antes mesmo que percebam, já gastaram todo o dinheiro que havia sobrado do prêmio.
Mesmo aqueles mais precavidos que, reconhecendo a falta de experiência empresarial, optam pela compra de uma unidade franqueada, logo se surpreendem com a quantia necessária para investimento. Ainda que existam franquias para todos os bolsos, como o sucesso de uma franquia depende da força da marca por trás, o ideal é optar por franquias mais consolidadas, e essas são caras.
Na maioria dos casos, contudo, os vencedores acabam atolados pelos incontáveis pedidos de favor, ou empréstimo, feitos pelos amigos e/ou parentes. Atordoados, e julgando ser sua responsabilidade repartir com aqueles mais próximos a sua sorte, rapidamente assistem boa parte do dinheiro desaparecer.
Nesta hora, seja racional e não se deixe levar pela impulsividade. Sim, é verdade que este dinheiro veio fácil, através de um prêmio, mas isso não significa que você não precisa tratá-lo com a mesma responsabilidade que trata o seu salário. Todos sairão ganhando se você souber aplicar bem o que ganhou. Portanto, não se iniba e diga que já tem planos para o dinheiro e que, caso seja bem sucedido, estaria disposto a considerar a oportunidade de investimento mais adiante. E é desta forma que deve abordar aos pedidos que lhe são feitos, como uma oportunidade de investimento!
Estilo insustentável
Este tende a ser o erro da grande maioria: adotar um estilo não compatÃvel com o prêmio recebido. Animados e impulsionados por falsos amigos, ou parentes gananciosos, acabam vÃtimas da sua ingenuidade. Ganhar R$ 2 milhões não permite que você tenha o mesmo estilo de vida das grandes celebridades nacionais! Lembre-se que muitos deles vivem de aparências, e recebem de graça quase tudo o que precisam.
Pode parecer incrÃvel, mas é bastante fácil gastar, sobretudo, quando se conta com a ajuda de outras pessoas que não estão preocupadas com a sua saúde financeira. Com novos limites no cartão e no cheque especial, estas pessoas acabam gastando muito mais do que deveriam e, em pouco tempo, o impensável acontece, e estão no vermelho no cheque especial, com uma dÃvida que nem sabem ao certo como foi acumulada.
Investindo de forma arriscada
Outro erro comum é o de, mesmo sem ter consciência disto, adotar uma estratégia de investimento arriscada. Este é o caso, por exemplo, da compra de vários imóveis e propriedades, ignorando a regra básica de não se colocar todos os ovos em uma única cesta, além da decisão ser extremamente arriscada do ponto de vista de liquidez.
Vamos ilustrar, por exemplo, o caso de alguém que ganhou um prêmio de R$ 5 milhões, e optou por investir em gado. Muitas vezes, para ser rentável, ele vai precisar ter uma fazenda de pelo menos 5 mil cabeças, o que exige, no Centro Oeste, uma área de 2,5 mil hectares, ou seja, um investimento de pelo menos R$ 3 milhões!
Além de comprometer uma parcela excessiva do dinheiro em uma só aplicação, em geral é preciso esperar pelo menos três anos para que o investimento seja rentável, e existe sempre a limitação de liquidez. Se, passado algum tempo, mudar de idéia e quiser vender, o felizardo pode ter que esperar muito tempo já que, como é de se esperar, o número de investidores potenciais é limitado.
Ainda mais grave é o caso daqueles que consideram investimento aquilo que não é. Enchem a garagem de carros importados e o cofre de jóias, esquecendo-se que, caso precisem vender, certamente incorrerão em prejuÃzo.
Se bem aplicada, esta quantia pode sim lhe trazer mais tranqüilidade financeira, mas é preciso calma para tomar a decisão correta de onde investir. Quem não está habituado com este montante, em geral, acaba mais vulnerável. Portanto, é importante contar com profissionais capacitados e independentes para ajudá-lo em sua estratégia de investimento. Neste sentido, vale conferir o artigo que fizemos sobre como investir o prêmio acumulado da Mega Sena.
Link original clicando aqui.
Pós-graduação
Acho que nem havia postado nada neste sentido, mas semana passada comecei minha pós-graduação na ESPM. É uma especialização em Gestão Empresarial e Inovação Tecnológica. Tudo a ver comigo não acham???!! (rs)
;)
Enfim, é minha primeira incursão ao business world efetivamente, digo de corpo e alma, epistemológica e empiricamente…
Foram apenas duas semanas, mas estou me sentindo confortável, ou seja, o que estou aprendendo alinha-se ao que acho que devo aprender na vida. Sou um cara feliz em saber que poderei unir no futuro os conhecimentos da academia (PUC) e do capital (ESPM), trafegar entre mundos, falar com propriedade e não com a ignorância e arrogância dos que acham que conhecem tudo. Vou saber que cada mundo tem seus limites e que eu sou limitado pelo fato de apenas existir, eu, um ser ignorante do universo de possibilidades do mundo.
Sou realmente apaixonado pelo conhecimento, pela sua pesquisa e principalmente, pela sua aplicação!
